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Moraes nega pedido de “livre acesso” de filhos a Bolsonaro durante prisão domiciliar

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou neste sábado (28), o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para flexibilizar as regras de visita durante o cumprimento de prisão domiciliar em Brasília.

A solicitação buscava garantir acesso irrestrito dos filhos que não residem com o ex-presidente, incluindo Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro. No entanto, o ministro decidiu manter as condições já estabelecidas.

Regime fechado segue mantido, mesmo com prisão domiciliar

Na decisão, Moraes ressaltou que a prisão domiciliar não altera o regime de cumprimento da pena, que permanece sendo o fechado. Segundo ele, a mudança refere-se apenas ao local onde a pena é cumprida.

O ministro destacou que:

  • As visitas continuam autorizadas para filhos que não moram na residência;
  • Não há necessidade de autorização prévia da Justiça;
  • Permanecem, porém, restrições de horários para os encontros.

A decisão reforça que não houve progressão de regime, mas apenas uma adequação nas condições de cumprimento da pena.

Situação familiar e impacto da decisão

Atualmente, apenas a filha mais nova, Laura Bolsonaro, reside com o ex-presidente. Dessa forma, a decisão afeta diretamente os demais filhos, que deverão seguir as regras impostas pela Justiça para realizar visitas.

Condenação e contexto jurídico

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Apesar da concessão da prisão domiciliar, ele permanece submetido às regras do regime fechado.

A decisão de Alexandre de Moraes reforça o entendimento do STF de que a medida não representa flexibilização da pena, mas apenas alteração do local de cumprimento.