Decisão do governo norte-americano de manter tarifas sobre reciclagem animal afeta segmento responsável por 42% das vendas externas do Brasil.
A manutenção da taxa extra de 25% cobrada pelos Estados Unidos sobre produtos derivados de reciclagem animal acendeu o sinal de alerta no agronegócio brasileiro. A Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra) alertou que a medida coloca sob forte risco um mercado consumidor estratégico, responsável por comprar 42% de tudo o que o Brasil exporta nesse segmento.
O posicionamento da entidade ocorreu após uma análise detalhada da lista de exceções divulgada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). A checagem dos códigos tarifários confirmou que itens cruciais para a pauta exportadora do país — como o sebo bovino e as farinhas de origem animal — ficaram de fora da relação de produtos isentos do tributo adicional.
Impacto no comércio exterior do agronegócio
Com a permanência das restrições tarifárias impostas por Washington, o setor privado prevê perdas financeiras e perda de competitividade das indústrias brasileiras no mercado norte-americano.
Entenda a questão:
- O tributo: Taxa adicional de 25% aplicada pelos EUA sobre itens de reciclagem animal.
- Produtos atingidos: Sebo bovino e farinhas de origem animal.
- O peso do mercado norte-americano: Representa 42% do volume total das exportações brasileiras do segmento.
